A Criar o Wilde Lisbon com Stephanie Barba Mendoza
Last updated fev. 19, 2026
Atravesse as portas do Wilde Lisbon e vai sentir isso instantaneamente: uma sensação de movimento, luz, e histórias sobrepostas em cada superfície. O piso térreo não se limita a receber-nos... atrai-nos para dentro da própria Lisboa.
Por detrás do design está Stephanie Barba Mendoza, fundadora de um estúdio de design de interiores com sede em Londres, e uma criativa conhecida por criar espaços profundamente personalizados e sensoriais que deixam marca. Nascida e criada no México, e tendo liderado durante mais de uma década projetos globais na Martin Brudnizki Design Studio, Stephanie fundou o seu próprio estúdio em 2020. Desde então, os seus interiores vibrantes e opulentos têm recebido reconhecimento internacional de publicações como a Architectural Digest, o Financial Times e a House & Garden.
Conversámos com Stephanie sobre Lisboa como cidade, e sobre como moldar um espaço que se transforma sem esforço, do espresso matinal ao martini da meia-noite.
A Cidade Como Musa
Para Stephanie, Lisboa não foi apenas um cenário, foi o ponto de partida.
"Lisboa foi realmente o início de tudo," explica. "O design está profundamente enraizado na identidade da cidade como uma antiga cidade portuária, moldada pela proximidade ao rio Tejo e pela sua costa rochosa."
O movimento da água, o ritmo das ondas e os motivos encontrados na arquitetura circundante encontraram, todos, o seu caminho na linguagem do design. Tal como os artistas e criadores que há muito são atraídos pela luz e pela história em camadas da cidade, Stephanie imergiu-se nas suas referências visuais.
"Foi um verdadeiro prazer dar vida a estas influências tão ricas em história," diz ela - e sente-se essa alegria em cada detalhe.
Notas Náuticas
As referências marítimas estão entrelaçadas por todo o espaço - algumas óbvias, outras mais discretamente poéticas. "Há inúmeras referências náuticas," diz Stephanie, "mas os azuis e verdes das marés são especialmente queridos para mim."
Estes tons fazem eco ao rio e ao oceano circundantes, enquanto silhuetas suaves e elegantes, presentes por todo o espaço, imitam a curva gentil das ondas. Não é temático, nem literal - é, antes, sugestivo. Um sussurro do mar em vez de um grito.
Reinventar o Azulejo
Os icónicos azulejos azuis e brancos de Lisboa foram uma fonte de inspiração inevitável, mas em vez de replicar a tradição, Stephanie optou por a reinterpretar.
"Os azulejos tradicionais foram um ponto de partida fundamental, mas queríamos reinventá-los de forma lúdica," explica. Na entrada e sob o bar, mosaicos de vidro ondulam num padrão de onda, funcionando como uma homenagem contemporânea ao azulejo clássico. Esta fluidez continua ao longo da frente do bar, coroada por um tampo em mármore Arabescato, cujas veias espelham a mesma sensação de movimento.
Do Flat White às Noites Dentro
O piso térreo do Wilde Lisbon foi concebido para se transformar. A luz da manhã derrama-se sobre pastelaria e flat whites; os portáteis abrem-se e as conversas murmuram. Ao fim da tarde, o ambiente intensifica-se. "Queríamos que o hotel encontrasse um equilíbrio entre destino sofisticado e ponto de encontro animado do bairro," diz Stephanie.
Central a essa visão está a materialidade. Veludos de mohair, bouclé e linho convidam ao toque. Texturas ricas suavizam linhas elegantes. Recantos acolhedores são criados para reunir pessoas, trocar ideias, demorar-se mais do que o planeado. Acima de tudo, a sensação é de pertença. "Queremos que cada hóspede se sinta em casa ao entrar."
Em Busca da Luz
A luz de Lisboa é legendária - suave mas poderosa, dourada mas clara. Moldou o espaço tanto quanto o mar o fez. "A luz natural de Lisboa deu-nos a confiança para adotarmos uma paleta de cores tão vibrante," diz Stephanie. Azuis marítimos combinam-se com tons inspirados no calor das costas escarpadas e das colinas ondulantes da cidade. Acabamentos refletores captam a luz do sol à medida que esta se transforma ao longo do dia, enquanto uma iluminação cuidada garante que o brilho continua muito depois do pôr do sol. O resultado é contemporâneo e fresco, mas ao mesmo tempo enraizado no lugar - uma conversa entre o antigo e o novo.
Um Espaço Que Fala
Se o espaço pudesse falar com quem o visita pela primeira vez, o que diria? "Lisboa segue o seu próprio ritmo," reflete Stephanie. "É um lugar inebriante para a criatividade - uma joia com um passado repleto de histórias e um presente e futuro entusiasmantes." Esse sentimento ressoa por todo o Wilde Lisbon. É um lugar onde a história e a imaginação se encontram, onde as manhãs são vividas sem pressas, e as noites se desenrolam com um toque de drama. Um espaço concebido não apenas para ser visto, mas para ser sentido.
De muitas formas, reflete a própria filosofia de Stephanie: rejeitar o convencional, construir o seu próprio mundo, e deixar sempre espaço para um toque de escapismo. E em Lisboa, com o seu rio brilhante, as suas fachadas de azulejo e o seu pulsar criativo, talvez não haja melhor palco.
A Ficar na Liberdade
Avenidas arborizadas, boutiques de luxo e uma combinação de tradição e modernidade - a Rua Castilho está perfeitamente situada a norte do vibrante centro de Lisboa.
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